Associações Militares realizam Assembleia geral na última quinta-feira

Reajuste anual com base no IPCA foi o tema abordado

Publicada em 19/05/2017 às 13:00
Stephany Domingos
  
Representações militares se reúnem em assembleia geral Representações militares se reúnem em assembleia geral

Na tarde da última quinta-feira, 18, representantes das associações militares ABMAL, ACS/AL, ASSOMAL, ASSMAL, ASPRA, ARPMAL, ASSORPOBOM e UPM se reuniram com a tropa da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar para discutir sobre o reajuste anual com base no IPCA de 2015 e 2016 que está sendo reivindicado ao governo do estado de Alagoas.

Até o momento os policiais e bombeiros militares receberam do Governo uma reposição salarial de 5% no ano de 2015 referente ao IPCA do ano anterior. Em 2016 não foram pagos os 10,67% e em 2017 também não foi pago os 6,29% que deveria ter sido até o mês de maio.  As associações militares não estão solicitando aumento salarial e sim o reajuste anual relativo à perda salarial com base na inflação.

Desde o mês de novembro de 2016 as entidades buscam se reunir com o governo do estado para discutir o pagamento da reposição salarial, porém, até então, não conseguiu uma resposta concreta dos secretários e do governador. Antes da assembleia realizada na última quinta-feira, os representantes se reuniram com os comandos gerais do CBMAL e da PMAL e com o secretário chefe do Gabinete Civil e Militar de Alagoas. Na ocasião, Fábio Farias, secretário chefe do gabinete civil, informou que tudo que foi veiculado pela imprensa sobre o reajuste dos servidores, prazos e pagamentos, não partiu de meios oficiais do governo do estado, portanto, não passam de especulações e de marketing midiático, ficando assim, toda a tropa ainda sem um posicionamento concreto sobre pagamentos e prazos.

Na assembleia, os representantes das associações discutiram com a tropa as medidas que serão usadas para que haja um posicionamento definitivo do governo. As associações definiram o campanha “Diga não à FORÇA TAREFA”, já que com a reposição dos IPCAs, a hora de trabalho do soldado valerá R$ 25,875. Assim, as seis horas da FORÇA TAREFA deveriam ser corrigidas para R$ 155,25, porém, continuam valendo R$ 120,00. Com isso, orientam policiais e bombeiros a não se inscreverem no serviço voluntário remunerado, com a campanha de desconstrução de uma valorização profissional que segundo as entidades, não existe. Além disso, entrarão com uma representação na justiça, visto que este é um direito estabelecido em lei.

Segundo a major Camila Paiva, vice presidente da ABMAL, a luta é de todos e para todos e é necessária a mobilização da tropa. “A associação vem lutando para garantir o direito dos bombeiros militares de Alagoas se dedicando incessantemente para melhoria das condições de trabalho e valorização do profissional que se empenha em salvar vidas e bens. Para tanto, é necessária a participação e engajamento de todos, pois a nossa maior força está na união da tropa, sendo a ABMAL, apenas o elo de representação nas negociações”, disse.

Além disso, ela enfatizou que o que a tropa quer é reconhecimento e valorização real do profissional de segurança pública enquanto servidor da sociedade e ser humano. “Investir em equipamentos e viaturas é muito importante, mas de nada serve se não tiver quem os opere. O bem mais precioso da corporação são seus integrantes, finalizou.

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